|
Medidas de controle
sanitário devem ser tomadas
para evitar a reintrodução
do vírus do Sarampo no
Brasil, em virtude da
ocorrência de casos de
Sarampo no Japão, Itália,
Alemanha, Venezuela e
Colômbia. A decisão foi
tomada seguindo orientações
emanadas de reuniões
técnicas entre o Centro
Nacional de Epidemiologia da
Funasa (CENEPI/FUNASA) e a
Gerência-Geral de Portos,
Aeroportos e Fronteiras da
Anvisa (GGPAF/ANVISA).
Por isso, a Agência
solicitou intensificação da
vacinação contra sarampo de
profissionais que atuam nas
áreas de Portos, Aeroportos
e Fronteiras. Nas áreas de fronteiras com
Venezuela e Colômbia haverá
maior articulação com a
Vigilância Epidemiológica do
Estado, para apoio e
agilização de campanha de
vacinação, prevendo a
vacinação da população
ocupacionalmente exposta,
viajantes e moradores da
região.
Em relação à Copa do Mundo
de Futebol haverá um aumento
considerável da movimentação
de viajantes com origens
variadas, muitos de países
com casos de sarampo,
concentrados em dois países
onde o sarampo ocorre com
freqüência (Japão e Coréia).
A intensificação desse fluxo
de pessoas pode acarretar um
retorno do sarampo ao
Brasil.
Para evitar
que isso ocorra é orientado
às Coordenações de
Vigilância Sanitária de
Portos, Aeroportos e
Fronteiras a adotar medidas
de forma articulada com a
Vigilância Epidemiológica do
Estado para:
Disponibilizar a vacina de
Sarampo nas salas de vacinas
dos portos, aeroportos e
fronteiras.
Notificar/divulgar nas
agências de turismo e
viagens da necessidade e da
segurança da vacinação que
deve ser tomada antes da
viagem.
Ações mais
integradas entre as
vigilâncias sanitária e
epidemiológica são
fundamentais para a
sinalização de suspeitos com
estabelecimento de fluxo
ágil de informações (caso
suspeito é toda pessoa que
apresente febre e exantema
acompanhados de um ou mais
dos seguintes sinais e
sintomas: tosse e/ou coriza
e/ou conjuntivite,
independente da idade e
situação vacinal).
Promover orientação de
procura a serviço médico,
caso ocorra algum dos sinais
e sintomas.
Promover atividades de
educação continuada e de
comunicação em massa para
alertar e recomendar a
vacinação prévia de
viajantes que se deslocam
para as áreas de risco.
FONTE:
www.anvisa.gov.br
(17/05/2002) |